quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Saiu no Brasil Econômico: Bens de família deram origem à imobiliária que só atua no centro

Cuidar dos bens herdados foi a alavanca que moveu o empreendedoracomeçaravendere a alugarimóveis flexibilização dos contratos de financiamento de longo prazo para a compra de imóveis permitiu que mais de 30 milhões de brasileiros tivessem acesso ao crédito pela primeira vez, nos últimos cinco anos. Para atender a essa demanda, “entrou muita gente nova no mercado imobiliário. Proporcionalmente, as pequenas e médias imobiliárias aumentaram bastante sua participação no segmento de imóveis usados”, constata Luiz Fernando Gambi, diretor de comercialização do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP). Como há uma enorme carência de moradia no país, Gambi acredita que esse novo mercado se manterá aquecido  por “mais alguns anos”. A Marcelo Lara Negócios Imobiliários é um desses pequenos negócios que surgiram no mercado na esteira desse boom imobiliário. Criada há quatro anos, a empresa surgiu da necessidade do seu proprietário de administrar os imóveis da família, a maioria localizada na região central da cidade de São Paulo. “Entendemos que a compra de um imóvel é uma das mais importantes decisões na vida de uma pessoa”, enfatiza Marcelo Lara, 28 anos, que junto com o sócio e amigo Thiago Britto, também com 28 anos  de idade, está à frente desse empreendimento voltado para a venda e locação de imóveis residenciais principalmente nas áreas da Praça da Sé, Praça da República, Bairro da Luz e Largo São Bento. Por esta razão, sua equipe de 15 corretores é treinada não só para conhecer o mercado em si, como até demonstrar conhecimentos sobre astrologia, por exemplo. "Atualmente, cada um deles consegue fechar a venda de uma dois imóveis por mês, pelo menos", diz. Estilo de vida do cliente Para personalizar ao máximo o atendimento,
Lara conta que seus corretores são preparados também para levantar informações sobre o dia a dia do cliente que sejam relevantes para a escolha do melhor negócio, como as vias que mais acessa, os pontos que  mais frequenta, as facilidades que busca na região, entre outras. “O objetivo é nortear o cliente para que ele  sempre faça a melhor escolha para o seu estilo de vida”. O empresário lembra que começou com apenas três  corretores, quadro que chegou a 30, há dois anos. Do exercício passado até agora, ele calcula que a venda de imóveis cresceu uns 30%, aproximadamente, mas a situação, segundo ele, já esteve bem melhor. “Este ano, omercado deu uma enfraquecida devido à elevação excessiva dos preços dos imóveis”, afirma. Segundo ele, de dois anos para cá, o metro quadrado do imóvel usado na região central de São Paulo saltou de R$  500 a R$ 700 para até R$ 2 mil, enquanto os valores praticados para a locação pularam de R$ 5 para até R$ 20 o metro quadrado, em igual intervalo de tempo.